Com fotografias dos elefantes de Maasai Mara, no Quênia, feitas por pessoas do mundo todo, chegamos a 750 elefantes adultos descritos e registrados em um banco de dados on-line e disponível para pesquisas: o “Mara Elephants Who’s Who” (ou “Quem é quem entre os elefantes de Maasai Mara”). Esse banco de dados é uma das ferramentas do projeto Elephant Partners.
Através desse projeto, cada elefante de Maasai Mara é registrado com um código numérico. Agora você pode contribuir com o Elephant Partners e com a proteção dos elefantes de Maasai Mara dando nome a um elefante.
Nomear elefantes ajuda as pessoas a saberem quem é quem e cria laços emocionais com eles. Dando possibilidade às pessoas de nomeá-los, esperamos reunir uma comunidade que se importa com os elefantes de Maasai Mara - formada por pessoas que moram em Maasai Mara e contribuem com seu monitoramento e proteção, e outras que vivem em lugares distantes, cujas importantes doações dão suporte ao projeto.
Pessoas não residentes em Maasai Mara: com uma doação de U$ 500,00 para o projeto, você pode dar um nome a um elefante. Programas educacionais - incluindo bolsas de estudos em escolas locais, que darão suporte aos objetivos do Elephant Partners - serão a mais alta prioridade na destinação desses recursos.
Para nomear um elefante, você deve olhar o database “Mara Elephants Who is Who” (“Quem é quem entre os elefantes de Maasai Mara”) e escolher um elefante que ainda não tenha sido nomeado. Clique em “I’d like to name this elephant” (“Gostaria de nomear este elefante”), na ficha de identificação do mesmo. Você receberá um e-mail de aprovação do nome escolhido e um link para completar o processo e fazer sua doação, que será processada de modo seguro por PayPal e irá diretamente para a iniciativa Elephant Partners.
Seu nome aparecerá no banco de dados, junto com o nome do elefante que você nomeou. E você poderá seguir “seu” elefante, checando frequentemente as observações visíveis em seu cartão de identificação, inserindo seu nome ou código, através das atualizações e observações postadas na ElephantVoices e no Elephant Partners do Facebook.
A ElephantVoices tem o direito de aprovar ou declinar qualquer nome sugerido (por exemplo, se já existir). Nesse caso, você pode escolher e sugerir outro nome. A ElephantVoices não permitirá acesso a seus dados pessoais por parte de terceiros.
Kerstin Bucher, da Alemanha, foi uma das primeiras pessoas a nomear um dos elefantes de Maasai Mara: Sian. Participe também dessa iniciativa pela conservação dos elefantes de Maasai Mara, nomendo um elefante para a entrada de 2012!
Saiba mais sobre o trabalho da ElephantVoices em 2011 em nossa eNewsletter de final de ano.
Em nome da Joyce e do Petter, diretores da ElephantVoices, desejamos paz e os melhores votos a todas as criaturas, pequenas e grandes, em 2012!
Junia, Ana, Cris, Teca, Tiago, Mayara, Andrea, Leo, Tici e colaboradores da ElephantVoices no Brasil.
Nossa missão é inspirar a admiração pela inteligência, complexidade e vozes dos elefantes e garantir a eles um futuro melhor, através da pesquisa, conservação e compartilhamento de conhecimentos.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Elefantes têm Vida Longa
Elefantes são mamíferos que crescem devagar e vivem cerca de 70 anos, na natureza. A longevidade de um indivíduo e seu sucesso reprodutivo caminham juntos. Fêmeas mais velhas têm mais êxito em criar seus filhotes do que as fêmeas mais jovens, e machos mais velhos são os reprodutores principais.
Esses indivíduos mais velhos e mais experientes são frequentemente alvos de caçadores de marfim e daqueles que praticam a caça esportiva, por causa de suas presas, que são geralmente maiores, e a perda desses indivíduos pode ter sérias consequências. Elefantes dependem de membros mais velhos para que possam adquirir conhecimento social e ecológico, assim como habilidades de liderança, e famílias inteiras e até mesmo populações podem ser prejudicadas pela perda de alguns poucos indivíduos-chave.
Fêmeas mais velhas são repositórios de conhecimento social
Ao longo de sua vida, o elefante precisa se adaptar constantemente a flutuações ambientais e a mudanças no seu mundo social. A aquisição e retenção de conhecimento ao longo da vida parece ser essencial para a sobrevivência de um indivíduo e para seu sucesso reprodutivo, assim como para o desenvolvimento da complexidade social e da comunicação do elefante. A longevidade também proporciona um ambiente que permite o desenvolvimento de fortes laços entre indivíduos de uma família.
Elefantes fêmeas passam suas vidas cercadas de outras famílias e são envolvidas em vários níveis de relacionamentos competitivos e colaborativos. Durante suas longas vidas, elefantes percorrem grandes distâncias, comem uma enorme variedade de plantas, interagem com um vasto número de outros elefantes e ganham muitas experiências valiosas. O avanço da idade entre as fêmeas está associado a um aumento de conhecimento social e ecológico e a habilidades discriminatórias. Fêmeas idosas mantêm seu lugar como líderes ou matriarcas de sua família na estrutura social feminina. Assim, fêmeas mais velhas são repositórios de conhecimento social e ecológico, influindo na sobrevivência e no sucesso de suas famílias.
Elefantes parecem confiar no melhor discernimento das fêmeas mais velhas: filhotes de fêmeas jovens passam um tempo significativo na companhia de suas avós; membros da família correm para as fêmeas mais idosas, em caso de perigo real; e grupos liderados por jovens matriarcas procuram se associar a famílias com líderes mais velhas.
Uma vida longa e uma maturação lenta estão correlacionadas e são como que pré-condições necessárias ao desenvolvimento da complexidade social e de um cérebro grande. Com um grande e complexo cérebro e uma boa memória, experiências aprendidas e complexidade social se multiplicam durante a longa vida dos elefantes. Fêmeas idosas, com um maior conhecimento social e ecológico, têm papéis sociais diferentes das fêmeas mais jovens. O aprendizado que sustenta a transmissão de tradições culturais ocorre no contexto de sucessivas gerações de animais que passam a maior parte de seu tempo juntos.
A longevidade é a chave do sucesso reprodutivo
O sucesso reprodutivo está diretamente relacionado à longevidade. Machos chegam ao auge da reprodução entre 40 e 55 anos de idade e continuam sexualmente ativos aos 60 anos, tendo o mesmo número de filhotes de um macho de 40 anos de idade.
Machos precisam de tamanho, força e experiência para acasalar com sucesso. A cópula é bastante complicada para os machos, e montar a fêmea é uma atividade que requer experiência. Um macho deve aprender a técnica apropriada, para poder manipular um pênis comprido, curvo e móvel. O trato reprodutivo da fêmea também é longo e curvo, e um macho precisa primeiramente montar a fêmea e depois posicionar seu pênis corretamente enquanto a fêmea se mantém imóvel. Fêmeas preferem machos mais velhos e frequentemente recusam os mais jovens. Além disso, machos jovens têm pênis bem mais curtos, e o tamanho do pênis é provavelmente um impedimento a mais para que esses machos consigam fecundar as fêmeas com sucesso.
Adicionalmente, o posto ocupado por machos que não se encontram no cio é determinado por força e tamanho. Um macho de 15 anos pesa a metade de um macho de 40. Machos grandes frequentemente desbancam os jovens quando estão competindo por uma fêmea no cio. Se um macho jovem tem a sorte de montar uma fêmea, provavelmente ele será forçado a desmontar ou será empurrado! Machos no cio ocupam um posto superior a todos os que não estão e, por esta razão, conseguem um número maior de acasalamentos. Machos jovens precisam equilibrar a energia para o seu crescimento com os recursos necessários para sustentar períodos de cio. Machos mais velhos têm a vantagem de não estarem crescendo tanto como os jovens e, portanto, podem direcionar mais energia em períodos de cio mais longos. Machos jovens são desbancados pelos mais velhos. Eles têm menos e menores períodos de cio, e tais períodos acontecem em épocas em que poucas fêmeas entram no cio.
Machos só começam a reproduzir regularmente aos 40 anos, idade em que 75% dos machos já morreram. A idade avançada está associada a corpos mais avantajados, maior massa corporal e experiência. Machos mais velhos no cio são pais de três quartos dos filhotes. A longevidade dá suporte tanto à manutenção da estratégia do cio quanto ao completo sucesso reprodutivo dos machos.
Machos que chegam a uma idade avançada ocupam um posto muito superior ao de outros e, quando no cio, geram muitos filhotes e passam seus genes para gerações futuras. Dionysus, por exemplo, foi um macho de Amboseli que morreu aos 63 anos de idade. Ele era incomum porque foi um dos poucos machos a escapar da matança epidêmica dos anos 1970, que abasteceu, na época, o mercado de marfim. Ele foi um dos maiores machos e ocupou um alto posto na população dos elefantes de Amboseli por quase 30 anos. Quando Dionysus morreu, em 2003, estimou-se que 51 filhotes tinham sido gerados por ele.
Bad Bull foi outro macho com alto sucesso reprodutivo, devido, em parte, à sua longevidade. Ele foi visto pela última vez no cio em 2002, aos 63 anos, e supõe-se que tenha gerado cerca de 62 filhotes. Aristotle teve menos sorte. Embora da mesma idade de Dionysus e Bad Bull, ele morreu mais cedo, aos 49 anos, e gerou 27 filhotes. A maioria dos machos não vive o suficiente para gerar um único filhote.
Saiba mais sobre a vida dos elefantes aqui.
Mr. Nick, elefante do Parque Nacional do Amboseli, nascido em 1957 (©ElephantVoices)
Esses indivíduos mais velhos e mais experientes são frequentemente alvos de caçadores de marfim e daqueles que praticam a caça esportiva, por causa de suas presas, que são geralmente maiores, e a perda desses indivíduos pode ter sérias consequências. Elefantes dependem de membros mais velhos para que possam adquirir conhecimento social e ecológico, assim como habilidades de liderança, e famílias inteiras e até mesmo populações podem ser prejudicadas pela perda de alguns poucos indivíduos-chave.
Fêmeas mais velhas são repositórios de conhecimento social
Ao longo de sua vida, o elefante precisa se adaptar constantemente a flutuações ambientais e a mudanças no seu mundo social. A aquisição e retenção de conhecimento ao longo da vida parece ser essencial para a sobrevivência de um indivíduo e para seu sucesso reprodutivo, assim como para o desenvolvimento da complexidade social e da comunicação do elefante. A longevidade também proporciona um ambiente que permite o desenvolvimento de fortes laços entre indivíduos de uma família.
Elefantes fêmeas passam suas vidas cercadas de outras famílias e são envolvidas em vários níveis de relacionamentos competitivos e colaborativos. Durante suas longas vidas, elefantes percorrem grandes distâncias, comem uma enorme variedade de plantas, interagem com um vasto número de outros elefantes e ganham muitas experiências valiosas. O avanço da idade entre as fêmeas está associado a um aumento de conhecimento social e ecológico e a habilidades discriminatórias. Fêmeas idosas mantêm seu lugar como líderes ou matriarcas de sua família na estrutura social feminina. Assim, fêmeas mais velhas são repositórios de conhecimento social e ecológico, influindo na sobrevivência e no sucesso de suas famílias.
Grace, matriarca do Parque Nacional do Amboseli, no Quênia, nascida em 1950 (©ElephantVoices)
Elefantes parecem confiar no melhor discernimento das fêmeas mais velhas: filhotes de fêmeas jovens passam um tempo significativo na companhia de suas avós; membros da família correm para as fêmeas mais idosas, em caso de perigo real; e grupos liderados por jovens matriarcas procuram se associar a famílias com líderes mais velhas.
Uma vida longa e uma maturação lenta estão correlacionadas e são como que pré-condições necessárias ao desenvolvimento da complexidade social e de um cérebro grande. Com um grande e complexo cérebro e uma boa memória, experiências aprendidas e complexidade social se multiplicam durante a longa vida dos elefantes. Fêmeas idosas, com um maior conhecimento social e ecológico, têm papéis sociais diferentes das fêmeas mais jovens. O aprendizado que sustenta a transmissão de tradições culturais ocorre no contexto de sucessivas gerações de animais que passam a maior parte de seu tempo juntos.
A longevidade é a chave do sucesso reprodutivo
O sucesso reprodutivo está diretamente relacionado à longevidade. Machos chegam ao auge da reprodução entre 40 e 55 anos de idade e continuam sexualmente ativos aos 60 anos, tendo o mesmo número de filhotes de um macho de 40 anos de idade.
Machos precisam de tamanho, força e experiência para acasalar com sucesso. A cópula é bastante complicada para os machos, e montar a fêmea é uma atividade que requer experiência. Um macho deve aprender a técnica apropriada, para poder manipular um pênis comprido, curvo e móvel. O trato reprodutivo da fêmea também é longo e curvo, e um macho precisa primeiramente montar a fêmea e depois posicionar seu pênis corretamente enquanto a fêmea se mantém imóvel. Fêmeas preferem machos mais velhos e frequentemente recusam os mais jovens. Além disso, machos jovens têm pênis bem mais curtos, e o tamanho do pênis é provavelmente um impedimento a mais para que esses machos consigam fecundar as fêmeas com sucesso.
Adicionalmente, o posto ocupado por machos que não se encontram no cio é determinado por força e tamanho. Um macho de 15 anos pesa a metade de um macho de 40. Machos grandes frequentemente desbancam os jovens quando estão competindo por uma fêmea no cio. Se um macho jovem tem a sorte de montar uma fêmea, provavelmente ele será forçado a desmontar ou será empurrado! Machos no cio ocupam um posto superior a todos os que não estão e, por esta razão, conseguem um número maior de acasalamentos. Machos jovens precisam equilibrar a energia para o seu crescimento com os recursos necessários para sustentar períodos de cio. Machos mais velhos têm a vantagem de não estarem crescendo tanto como os jovens e, portanto, podem direcionar mais energia em períodos de cio mais longos. Machos jovens são desbancados pelos mais velhos. Eles têm menos e menores períodos de cio, e tais períodos acontecem em épocas em que poucas fêmeas entram no cio.
Machos só começam a reproduzir regularmente aos 40 anos, idade em que 75% dos machos já morreram. A idade avançada está associada a corpos mais avantajados, maior massa corporal e experiência. Machos mais velhos no cio são pais de três quartos dos filhotes. A longevidade dá suporte tanto à manutenção da estratégia do cio quanto ao completo sucesso reprodutivo dos machos.
Machos que chegam a uma idade avançada ocupam um posto muito superior ao de outros e, quando no cio, geram muitos filhotes e passam seus genes para gerações futuras. Dionysus, por exemplo, foi um macho de Amboseli que morreu aos 63 anos de idade. Ele era incomum porque foi um dos poucos machos a escapar da matança epidêmica dos anos 1970, que abasteceu, na época, o mercado de marfim. Ele foi um dos maiores machos e ocupou um alto posto na população dos elefantes de Amboseli por quase 30 anos. Quando Dionysus morreu, em 2003, estimou-se que 51 filhotes tinham sido gerados por ele.
Dionysus logo antes de morrer, em 2003, aos 63 anos (©ElephantVoices)
Bad Bull foi outro macho com alto sucesso reprodutivo, devido, em parte, à sua longevidade. Ele foi visto pela última vez no cio em 2002, aos 63 anos, e supõe-se que tenha gerado cerca de 62 filhotes. Aristotle teve menos sorte. Embora da mesma idade de Dionysus e Bad Bull, ele morreu mais cedo, aos 49 anos, e gerou 27 filhotes. A maioria dos machos não vive o suficiente para gerar um único filhote.
Saiba mais sobre a vida dos elefantes aqui.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Coldplay e os Elefantes
O Coldplay lançou em 18 de outubro seu segundo clipe de Mylo Xyloto, último álbum da banda. Em Paradise, Chris Martin e os outros integrantes da banda se vestem de elefantes para transmitir uma forte mensagem.
Elefantes em cativeiro no mundo inteiro precisam das vozes de todos aqueles que se importam com eles. Cuidar significa promover o interesse dos elefantes, em vez dos interesses das instituições que os mantêm em cativeiro. A maioria dessas instituições simplesmente não pode satisfazer às necessidades básicas dos elefantes - independentemente de tratadores bem intencionados. Assista "Paradise", do Coldplay, um lindo clipe, compartilhe com seus amigos e ajude e levar as vozes dos elefantes através do mundo.
Saiba mais sobre elefantes em cativeiro no website da ElephantVoices.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
A Viagem de Iringa, Thika e Toka
Em uma decisão histórica, a Câmara Municipal de Toronto votou a favor da transferência de Iringa, Thika e Toka, as três elefantas africanas que vivem no zoológico da cidade, para o Santuário PAWS, em San Andreas, California.
Há anos, conservacionistas, cientistas e organizações se posicionavam contra a manutenção das elefantas no zoo de Toronto - além do espaço insuficiente para a espécie, o frio é rigoroso nos invernos, durante os quais Iringa, Thika e Toka ficam trancadas em um recinto de concreto com grossas barras de ferro. Em maio, quando o zoológico de Toronto finalmente anunciou que pretendia fechar seu recinto de elefantes, devido aos altos custos e à debilitada saúde dos animais, o santuário PAWS ofereceu a eles um lar permanente, sem custo para a cidade. No entanto, o zoo e a AZA (Associação dos Aquários e Zoológicos, de ação internacional) não aceitaram a oferta e pretendiam transferi-las para outro zoológico de sua rede de associados.
Com a decisão tomada pela Câmara Municipal de Toronto, Iringa, Thika e Toka terão direito a comportar-se naturalmente, caminhar livremente e explorar uma vasta área, procurar por alimentos, interagir com outros elefantes, participar de uma sociedade e escolher seus parceiros sociais, exercer atividades físicas e mentais variadas e a diversos outros estímulos e comportamentos que são inerentes e fundamentais para o bem-estar desses seres tão inteligentes e sociáveis. Terão, finalmente, suas necessidades biológicas e comportamentais atendidas, o que nunca poderia acontecer em um zoológico.
Elefantes aproveitam o final do dia na beira de um riacho em
Naboisho Conservancy, Quênia.
© ElephantVoices
Esse voto é de extrema importância porque a Câmara foi contra a requisição do Zoológico de Toronto e da AZA de simplesmente realocá-las para outro zoo, priorizando o bem-estar das elefantas. A ElephantVoices está entre os muitos que apresentaram argumentos para dar suporte a essa importante decisão e parabeniza os esforços da Zoocheck Canada e do Santuário PAWS - The Performing Animal Welfare Society, em particular Pat Berby e Ed Stewart, cuja paixão e energia devotados a elefantes que sofrem em cativeiro não têm limites.
Com essa decisão, a Cidade de Toronto dá um exemplo a ser seguido em todo o mundo. Leia mais.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Identificando Elefantes Africanos
Os elefantes são muito diferentes entre si e com um pouco de conhecimento, prática e observação, não é difícil identificá-los.
Além da sexagem, a determinação da idade e as características do corpo também estão entre os oito módulos que a ElephantVoices disponibilizou para explicar como observar e entender as características de cada elefante, também utilizados no banco de dados “Mara Elephants Who’s Who”, do projeto de conservação Elephant Partners.
Determinação da idade
O trabalho pode ser facilitado se conseguirmos dividir os elefantes em categorias referentes ao tamanho, determinadas de acordo com a idade aproximada. As categorias que usamos são: novos (0-4
anos), juvenis (5-9 anos), pequenos adultos (10-19 anos), médios adultos (20-34 anos) e grandes adultos (35 anos ou mais). Colocar elefantes em categorias de tamanho requer prática, por isso não
recomendamos que essa característica seja usada para identificá-los, até que você tenha adquirido uma certa experiência.
É bom lembrar que um macho adulto cresce o suficiente para atingir o dobro do tamanho de uma fêmea adulta. Portanto, o tamanho é relativo, quando julgamos um pequeno, um médio ou um grande adulto – sempre dependerá do sexo do animal considerado.
Usamos o termo “infante” para designar um elefante novo com menos de um ano de idade. Ele normalmente não possui presas e é suficientemente pequeno para andar embaixo do abdômen da mãe. É necessário recorrer à genitália para sexar infantes.
As características do corpo
Assim como os humanos, alguns elefantes são longos e esguios, enquanto outros são pequenos e curvos. De fato, é possível utilizar a forma do corpo para identificar elefantes, uma vez que você já tenha alguma experiência.
Elefantes das mais diversas populações (como a da Reserva de Maasai Mara) carregam velhos abscessos decorrentes de feridas de lanças e flechas utilizadas por caçadores e que, hoje em dia, se parecem com um inchaço ou um caroço e são muito úteis na identificação de marcas. Outros aparentam estar fisicamente limitados – mancando ou com outros tipos de deficiência.
É importante sempre considerar a presença/ausência das presas e se há algum tipo de dano às mesmas. A tromba também pode ser um bom indicador de conflitos com humanos e, consequentemente, ser um caráter de diferenciação entre os indivíduos.
Saiba mais sobre a identificação de elefantes africanos.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sexagem de Elefantes Africanos
Observando a forma do corpo, formato das orelhas, espessura das presas e na genitália.
Da esquerda para a direita: um macho adulto, uma fêmea adulta e uma fêmea jovem (©ElephantVoices)
É recomendado que foquemos principalmente no tamanho e forma do corpo e da cabeça, na espessura das presas e na genitália. Os machos são maiores e tendem a permanecer com a cabeça ereta acima dos ombros, enquanto as fêmeas são menores e tendem a deixar suas cabeças abaixo da linha dos ombros.
Fêmeas tendem a deixar suas cabeças abaixo da linha dos ombros
e seus abdomens são mais curvados (©ElephantVoices)
Aprenda mais sobre sexagem de elefantes africanos aqui.
Tradução de Tiago Esteves Carvalhaes.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Tragédia acaba com lua-de-mel na Tailândia
Não existe
“ataque não provocado”, como diz o jornal Tailandês Phuket Gazette, quando estamos falando de elefantes em circos ou
em outros tipos de entretenimento, ou em passeios (trekking tours e elephant-back safaris). Os elefantes são
constantemente provocados - mantidos sob estrito controle por métodos
abusivos - suportando condições de vida muito distantes de suas
necessidades. Ninguém deveria ficar surpreso quando um animal selvagem
nessa situação simplesmente dá um basta. Sentimos muito pelo casal -
espera-se que outros aprendam com o incidente.
De Phuket Gazette, 23 de Setembro de 2011
Por Nicholas Altstadt
A
lua-de-mel de um casal da Ucrânia transformou-se em tragédia quando um
elefante se tornou agressivo durante um passeio em
Phuket, na Tailândia, atacando a elefanta sobre a qual estavam
passeando. Tetiana Meia, 26, sofreu diversas fraturas e ferimentos no
corpo todo quando Captain, um elefante macho do camping Camp Chang Kalim,
atacou a elefanta em que ela e o marido, Artem Perepelitsyn, 24, estavam. Artem sofreu uma perfuração e cortes profundos no tornozelo e
pé esquerdos.
Captain (direita) supostamente foi protegonista de um ataque não provocado à elefanta
dos ucranianos. Em outro acidente no ano passado, Captain ficou violento,
mandando um turista sueco para o hospital com uma perna quebrada.
(©Phuket Gazette)
Segundo relatou Arten, o passeio havia começado há cerca de cinco minutos quando olhou para trás e viu Captain, que levava nas costas dois turistas americanos e um tratador, vir correndo em sua direção. Ele atacou com suas presas por três vezes seguidas o lado direito da elefanta em que eles estavam, até que ela tombou para o lado esquerdo. Seu tratador conseguiu pular antes da queda da elefanta, mas o casal, que estava atado por tiras à cadeira, ficou preso. Arten acabou conseguindo se soltar, mas Tetiana foi arrastada pelo chão, aos gritos, junto com a elefanta enquanto Captain continuava a atacar, até que um funcionário do camping cortou as tiras com uma faca, permitindo que Arten puxasse Tetiana e a salvasse.
A dona do camping, que os visitava diariamente no hospital, se afastou quando o casal pediu uma compensação financeira e mostrou a ela uma matéria sobre um caso anterior, contradizendo sua versão de que tinha sido a primeira vez que ocorria um acidente desses no camping. O casal tinha apenas o suficiente para cobrir as despesas médicas e precisa de dinheiro para cobrir tratamentos futuros.
Perguntado se montaria um elefante novamente, Arten sorriu e disse "Nunca".
Adaptação para o Português por Junia Machado
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