quinta-feira, 5 de abril de 2012

Elefantes que estrelaram com Witherspoon e Pattinson estão de volta ao circo

Por ADI - Animal Defenders International

Filmagem divulgada ontem pela Animal Defenders International (ADI) mostra as estrelas Tai e Rosie, respectivamente dos filmes de Hollywood “Água para Elefantes” e “O Zelador Animal” de volta ao trabalho de circo, se apresentando no El Zagal Shrine Circus, em Fargo, na Dakota do Norte, Estados Unidos.

“As conexões entre Holywood e a indústria circense estão expostas. Não houve um final holywoodiano para Tai e Rose. Para Reese Witherspoon e Robert Pattinson, “Água para Elefantes” foi uma fantasia romântica. Mas para Tai, um pesadelo real. Ela continua nas mãos das pessoas que foram filmadas aplicando-lhe eletrochoques e surras. Não há estreias glamurosas para Tai, sua vida é apenas dor e medo, inflingidos pelos chamados “treinadores”.  É trágico”, afirmou Jan Creamer, Presidente da ADI.

Tai, no picadeiro do Shrine Circus. Os truques que apareceram no filme
"Água para Elefantes" foram ensinados com choques elétricos 
e surras. As estrelas seguiram em frente, mas o pesadelo de Tai continua.


Assista ao vídeo da ADI com legendas em Português:




No ano passado, foram divulgadas filmagens feitas sigilosamente de Tai sendo espancada e eletrocutada, depois dos produtores e estrelas do filme terem afirmado que a elefanta tinha sido tratada com amor e afeição e que nunca tinha sido abusada. A ADI enviou cópias do vídeo para o estúdio, produtores, diretor e estrelas Robert Pattinson e Reese Witherspoon. O ator e a atriz haviam declarado que adoravam a elefanta com quem contracenaram, mas nenhum dos dois respondeu. O mesmo foi feito com relação ao filme “O Zelador Animal”. Também não houve respostas.

Jan Creamer: “Na ocasião, acreditamos que Robert Pattinson e Reese Witherspoon tinham sido enganados. Enviamos o vídeo a eles e pedimos que se manifestassem. Nenhuma palavra. O abuso de animais em filmes não terá fim enquanto as estrelas não derem declarações contra isso.”

Ontem, a ADI postou o novo vídeo nas páginas do FaceBook e Twitter de Robert Pattinson, Reese Witherspoon e Kevin James, pedindo que se manifestem sobre o abuso e dêem suporte à campanha da ADI. DVDs também estão sendo enviados às estrelas.

O video da ADI do treinamento no circo “Have Trunk Will Travel” in Perris, California, mostra:
  • Elefantes sendo continuamente eletrocutados com revólveres para serem forçados a performar truques
  • Elefantes sendo presos por ganchos e espancados com “bullhooks” (bastões com um gancho de aço na ponta)
  • Um bebê elefante sendo espancado, tendo sua tromba espremida de modo a suprimir-lhe o ar e sendo preso por ganchos dentro de sua boca.

Elefantes em circos no Brasil
Também há elefantes em circos no Brasil e eles são obrigados a performar nos picadeiros, sofrem treinamento com métodos cruéis, ficam aprisionados no intervalo das apresentações e são obrigados a viajar longas distâncias em caminhonetes apertadas e inadequadas. Sem poder se defender, passam a vida num estado contínuo de medo e sofrimento. Apenas 9 estados brasileiros e alguns municípios já têm leis que proíbem o uso de animais em circos. O Projeto de Lei 7291/06, que proibirá o uso em território nacional, aguarda aprovação no Congresso Nacional. É necessário que a sociedade se manifeste a respeito e que haja pressão popular pela aprovação desse PL.

Atualmente, há um anúncio do Ministério da Saúde sendo veiculado na televisão, usando  um elefante. 



domingo, 18 de março de 2012

Um avô vai ao zoo. Brilhante artigo de Nelson Motta.

Terezita, elefanta africana de 28 anos que vive 
sozinha no zoológico de São Paulo (©Junia Machado)

Brilhante artigo de Nelson Motta, "Mundo Animal", sobre sua visita com as netas a um zoológico. Para quem não o leu na ocasião em que foi publicado no jornal O Estado de São Paulo, aqui está a oportunidade de ler e compartilhar essa opinião. A sociedade atual necessita desse tipo de debate. Leia aqui o artigo original.

Saiba mais sobre elefantes em zoos no website da ElephantVoices

Curta a ElephantVoices Brasil no facebook!



terça-feira, 13 de março de 2012

Junte-se à Dra. Joyce Poole hoje às 15:30h na página do Facebook da National Geographic

Você pode participar hoje, ao vivo, na página do Facebook da National Geographic, de um chat em vídeo com a Dra. Joyce Poole, Diretora da ElephantVoices, sobre diversas questões relacionadas a elefantes.

Foto: ElephantVoices

Encaminhe antecipadamente suas perguntas, usando o campo de comentários do blog da National Geographic, ou poste-as diretamente na página do FaceBook. Depois, conecte-se  para assistir ao vivo, acompanhe as respostas, poste mais perguntas! Um jeito novo e gostoso de aprender sobre esses surpreendentes animais e os desafios para sua conservação!











terça-feira, 6 de março de 2012

Os três elefantes do Zoo de Toronto se preparam para uma nova vida em um santuário!

Iringa, Toka e Thika: rumo ao santuário de elefantes da Califórnia

No final de fevereiro, o primeiro dos grandes contêineres para a mudança dos três elefantes do Zoo de Toronto para o santuário PAWS, em San Andreas, na Califórnia, foi embarcado em um caminhão para Toronto, no Canadá.

O contêiner foi especialmente projetado para acomodar Iringa, a mais alta dos três, com uma boa folga para que ela fique confortavelmente acomodada em seu interior. O contêiner vai ser utilizado pelo zoológico para começar o processo de treinamento dos elefantes para a viagem, por caminhão, para o Santuário PAWS. O treinamento feito no zoo é baseado em recompensas - alimentos - e seu estágio preliminar já está sendo conduzido pela equipe de tratadores.

Como sempre acontece uma vez que esse processo é iniciado, todos estão agora sincronizados com o tempo dos elefantes. A data desejada para a viagem é no final de abril, mas são os elefantes os principais responsáveis por determinar quando estarão prontos para realizá-la.

Quando Maggie, uma elefanta que vivia no Alaska, foi treinada para a viagem ao santuário, respondeu prontamente ao treinamento. Wanda e Winky, duas elefantas asiáticas, foram transportadas por caminhão do zoo de Detroit para o santuário PAWS há quase sete anos. Os tratadores e veterinários do zoo de Detroit se uniram à equipe do santuário para organizar a viagem, que teve absoluto sucesso, mesmo com algumas questões médicas de Wanda. Os tratadores de Maggie e Wanda, os administradores do zoológico e muitos de seus fãs continuam a visitá-las a cada ano.

A chegada ao santuário - adaptando-se ao novo habitat

A chegada ao santuário é sempre uma grande experiência para os elefantes. Prince, elefante asiático que fará 25 anos em maio, chegou ao PAWS em 21 de julho de 2011, depois de ser aposentado por um circo. Ao chegar, brincou de jogar terra sobre si mesmo por duas horas, comeu feito louco, bebeu água e finalmente deitou-se para descansar sobre um montinho de terra. Pela manhã, decidiu sair de seu recinto para conhecer a área externa e sua piscina, que hoje é um dos locais favoritos no novo habitat. Costuma tomar vários banhos diariamente, sempre entre os demorados passeios em que sobe, desce e explora os morros e planícies de seu santuário. Sua adaptação não fugiu à regra: elefantes são extremamente inteligentes e logo aprendem a tirar benefícios do lugar em que habitam.


O Santuário PAWS está ansioso por receber as elefantas do Zoo de Toronto e seus amigos. Enquanto aguarda sua chegada, organiza um grande evento, o “Summit for the Elephants 2012”, que acontecerá de 28 a 31 de março em Oackland, com participantes do mundo todo, onde serão discutidos temas como: ações internacionais, elefantes em cativeiro, sucessos e desafios de santuários, resgate e recuperação de elefantes na Ásia, diferenças entre zoos e santuários, um futuro santuário na Europa, projetos de campo e parcerias entre zoos e santuários para a conservação dos elefantes.

A ElephantVoices participará do congresso com três palestras, apresentando uma atualização sobre o projeto “Elephant Partners”/Maasai Mara, os reflexos da guerra civil de Moçambique nos elefantes do Parque Nacional de Gorongosa e a iniciativa “The Elephant Charter” - a magna carta dos elefantes, de autoria da Dra. Joyce Poole, co-fundadora da ElephantVoices, Cynthia Moss, Raman Sukumar, Andrea Turkalo e Katy Payne, renomados biologistas especializados em elefantes.


Saiba mais sobre a decisão da prefeitura de Toronto de enviar Iringa, Thoka e Tika para o santuário PAWS.

O fomento de idéias sobre o bem estar dos elefantes e sua conservação, incluindo a discussão sobre a criação de novos santuários pelo mundo estão entre os objetivos da ElephantVoices. Sua colaboração é muito importante. Ajude a propagar essas idéias. Compartilhe.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Turismo na Ásia: os nada inocentes passeios em elefantes

Opinião - Andrea Schmidt, bióloga, escreve sobre os aparentemente inocentes passeios em lombo de elefantes ("trekking tours" e "elephant-back safaris"), comumente oferecidos a turistas na Ásia. A verdade sobre essa prática cruel, em que os elefantes são treinados através de um método brutal, o Pahjaan, sobre o qual seus donos e as operadoras de turismo jamais falarão a respeito. Informe-se e não aceite participar desse tipo de atividade. Peça a seu agente de turismo que programe, ao invés disso, passeios em que você possa ver os elefantes desfrutando de sua liberdade na natureza.

Vídeo de Tim Gorsky, mostrando a captura de elefantes asiáticos para a 
"quebra de seu espírito"(Pahjaan), em Burma, Myanmar.


Leia o texto de Andrea Schmidt e consulte o site da ElephantVoices para mais informações. Divulgue para seus amigos e alerte as operadoras de turismo locais. Temos certeza de que, depois de saber qual tratamento os elefantes recebem para estarem "preparados" para esse tipo de trabalho, a maioria dos turistas vai querer distância desse passeio, optando por outros mais bacanas.




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O massacre de 500 elefantes na República dos Camarões e a guerrilha africana

Não poderia ser pior a situação dos  elefantes no Bouba Ndjida National Park, em Camarões. Os animais, já ameaçados, estão sendo massacrados por caçadores em busca de marfim. Muitos filhotes de elefantes órfãos foram avistados e correm o risco de morrer de sede e fome.

Com o dinheiro resultante da venda do marfim nos mercados asiático e europeu, armas são compradas para abastecer os conflitos regionais que acontecem, particularmente, no Sudão e na república Centro-Africana. Camarões possui uma fronteira muito permeável com o Chade, e é através dele que os rebeldes armados do Sudão e da República Centro-Africana avançam em gangues, montados à cavalo, à procura de elefantes.

Desde janeiro deste ano, aproximadamente 500 elefantes foram vítimas desse comércio ilegal. De acordo com oficiais da República Centro-Africana, uma repressão massiva foi lançada sobre os furtivos caçadores. Quantos elefantes ainda estarão em sua mira até que os governos coloquem um fim ao comércio de marfim? 

A CNN entrevista o Diretor do Santuário de Elefantes do Tennesse, 
Rob Atkinson, sobre a matança de elefantes na África, causada 
pelo consumo de marfim, e o que deve ser feito a esse respeito.

O mercado de marfim e a população mundial de elefantes

Em 20 de julho de 2011 o governo do Quênia queimou, no Tsavo West National Park, em uma importante cerimônia, aproximadamente 5 toneladas de marfim contrabandeado apreendido, originárias principalmente no Malawi e na Zambia. Foi a quarta queima de marfim desse gênero (duas já haviam sido feitas no Kenya - 1898 e 1991 - e uma na Zambia - 1992). Em 2010, na CoP 15 da  Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e da Fauna (CITES), em Doha, Qatar, a ElephantVoices estava entre as organizações que se opunham fortemente a qualquer comércio de marfim - numa importante vitória dos elefantes, a CITES votou contra a requisição da Tanzania e da Zambia de vender seus estoques de marfim.

A ElephantVoices parte do fundamento de que o mercado global potencial para o marfim é, de longe, muito maior do que toda a população de elefantes do mundo seria capaz de suprir. Qualquer mercado para o marfim estimula o aumento da demanda e, consequentemente, o mercado ilegal e a matança de elefantes. As vendas de estoques de marfim realizadas em 2007 pela África do Sul, Botswana, Namibia e Zimbábue para a China e o Japão, a depeito de um caloroso debate, apenas estimularam a demanda, o desenvolvimento de novas rotas de caça e as manufaturas de artefatos de marfim, com consequências devastadoras para os elefantes africanos nos anos subsequentes.

A ElephantVoices solicita que os governos e as instituições às quais compete a  aplicação da lei, no mundo todo, ajam com firmeza na contenção da escalada do mercado de marfim, do contrabando e da matança ilegal dos elefantes. E esperamos que a queima simbólica de marfim do dia 20 de julho de 2011 inspire pessoas e países a trabalharem juntos pela proteção dos elefantes. 




Saiba mais sobre o mercado de marfim e compartilhe as informações com seus amigos, colegas, imprensa. Ajude a colocar um fim ao mercado de marfim. Os elefantes precisam desesperadamente de ajuda.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Duas brasileiras unidas pelos elefantes

Por Ana Zinger

Conheci a Junia através do Facebook. Ao passear pelos seus álbuns fotográficos, percebi que ela havia visitado o país que mudou minha vida, o Quênia.

Compartilhávamos a mesma paixão pela África. Estávamos em Paris na mesma época e nos conhecemos tête-à-tête no Café de Flore, em Saint-Germain-des-Prés. Descobrimos que éramos irmãs, com uma mesma paixão pelos animais e pela África. Ela me contou de seu envolvimento com uma organização internacional chamada ElephantVoices, que a estava ajudando a organizar corretamente dados para documentar o sofrimento de uma elefante chamada Terezita, mantida em cativeiro no zoológico de São Paulo. No final da conversa, resolvemos ir à África juntas.

Junia e Ana: duas brasileiras unidas pelos elefantes.

Decidimos formar uma equipe brasileira vinculada à organização ElephantVoices, que tem como fundadores a Dra. Joyce Poole e seu marido Petter Granli, dois cientistas renomados no estudo dos elefantes. Nosso objetivo é educar e conscientizar as pessoas a respeito desses seres, além de ajudar elefantes que sofrem em cativeiro, tentando criar santuários para abrigá-los.

Conheci a Dra. Joyce em especiais da National Geographic e, depois, através de seu envolvimento em vários livros que li sobre o Quênia. Dentre eles, Wildlife Wars, que discorre sobre a formação do serviço de proteção à vida selvagem do Quênia, o Kenya Wildlife Service, criado pelo Dr. Richard Leakey. Dados levantados por Joyce em 1989 mostraram que a matança dos elefantes por causa do marfim estava destruindo a complexa teia social da espécie. Esses dados foram usados por Leakey e Poole em uma campanha bem-sucedida que baniu o comércio internacional de marfim.

Finalmente, em outubro de 2011, realizamos nosso desejo e conseguimos viajar para o Quênia juntas. Com o intuito de aprimorar nossas habilidades fotográficas em um safári de imagens na Reserva Nacional Maasai Mara e, o mais importante, encontrar o casal Joyce e Petter, em uma área de conservação chamada Mara Naboisho, fomos para a Reserva e, depois, rumamos em direção à fronteira nordeste do Mara.



Joyce Poole, Ana Zinger, Junia Machado e Petter Granli em Mara Naboisho Conservancy, no Quênia.

A Reserva Maasai Mara tem 1.510 km² e fica no sudoeste do Quênia. É nesse parque que acontece um dos mais belos espetáculos naturais do mundo, a grande migração, em que mais de um milhão de gnus, acompanhados de zebras e gazelas, se dirigem às planícies do Serengeti, na Tanzânia, à procura de água e pasto fresco.

Em Mara Naboisho, encontramos a dra. Joyce e Petter lançando um projeto chamado Elephant Partners, Parceiros dos Elefantes. Seu objetivo é desenvolver um modelo de monitoramento e proteção dos elefantes. O conceito é conectar pessoas – guias, escoteiros, pesquisadores, fotógrafos, turistas, comunidades ao redor do Maasai Mara –, enfim, todos os que se importam com cada elefante. Através do uso da internet e das mídias sociais e educacionais, a intenção é compartilhar o conhecimento comunitário sobre os elefantes do Mara e, assim, protegê-los. Também encontramos pessoas locais que conhecem e trabalham com a Joyce e o Petter e foi maravilhoso ver o entusiasmo delas nas discussões sobre como monitorar e proteger os elefantes e outros animais selvagens! Joyce e Petter nos contaram que visitantes do mundo inteiro também estão fazendo uploads de observações e mandando fotos para a ElephantVoices.



Joyce Poole faz upload de informações para o banco de dados da ElephantVoices
(© Ana Zinger and ElephantVoices)


Para isso, foi criado um aplicativo para celulares com sistema Android, que coleta e faz upload de informações sobre os elefantes, individualmente. O Mara EleApp é um aplicativo customizado criado pela ElephantVoices para coletar e fazer upload das observações sobre os elefantes do Mara. A versão atual foi feita para celulares Android - Samsung, Google, HTC, Sony Ericsson, Motorola & LG, que são algumas marcas que utilizam a plataforma Android.

Essas informações são enviadas para um banco de dados na página "Quem é quem" do site da  ElephantVoices. Essa página contém informações de dezenas de elefantes e foi criada com a análise de fotografias de elefantes e com a codificação de características de cada indivíduo. Para quem não tem um Androide, uma simples fotografia dá conta do recado. Se a câmera tiver GPS, melhor ainda.


M0140, um lindo macho adulto de 43 anos, em Mara Naboisho Conservancy, Quênia (© Ana Zinger and ElephantVoices)

Ficha de identificação do m0140 no banco de dados "Quem é quem"

Este foi nosso aprendizado, meu e de Junia. Tiramos centenas de fotografias dos elefantes que encontramos no Mara e em Naboisho. Como a Joyce nos explicou, identificar elefantes não é difícil, mas é necessário usar nossa capacidade de observação e ter um pouco de prática. Os elefantes podem ser reconhecidos por diversas características: sexo; tamanho do corpo; feitio, comprimento e configuração das presas; tamanho e formato das orelhas; padrões dos sistemas de veias; cortes, rasgos e furos nas orelhas. O site da Elephant Voices descreve isso detalhadamente.

Fascinante! Assistimos à palestra dada por Joyce e Petter sobre o projeto para voluntários do African Impact.


Joyce e Petter ministram palestra para voluntários da African Impact (© Ana Zinger and ElephantVoices)

Saímos também à procura de elefantes com nossos dois novos amigos.

Petter procurando elefantes (© Ana Zinger and ElephantVoices)

É uma alegria ver aquela pequena e ágil mulher sair pela janela do jipe e subir na capota, munida de um binóculo, tentando localizar elefantes como se fosse uma brincadeira de criança.

 Joyce e Petter localizam um grupo de elefantes (© Ana Zinger and ElephantVoices)

Alegria maior é, ao achá-los, colocar em prática o que aprendemos sobre reconhecimento de indivíduos e ouvir a história de alguns desses elefantes contada pela cientista.

 Encontramos Goodness, uma das elefantes conhecidas pela Joyce  
(© Ana Zinger and ElephantVoices)

A dádiva maior nos foi concedida na nossa penúltima manhã em Naboisho. Junia e eu, acompanhadas unicamente pela Dra. Joyce, saímos à procura de uma família de elefantes avistada no fim do dia anterior por alguns "askaris", os guerreiros Maasais. Petter ficou no acampamento para dar uns últimos retoques no aplicativo EleApp. Encontramos a família procurada, mas, de repente, nos vimos cercadas por oitenta e cinco elefantes! Estávamos no centro de um reencontro de diversas famílias! Grupos de elefantes foram chegando ao local vindos de todas as direções! Cumprimentavam-se com as trombas, trombeteavam e emitiam sons graves.

O encontro: dois elefantes se cumprimentam 
(© Junia Machado and ElephantVoices)
 
Obrigada à Dra. Joyce, ao Petter e aos elefantes da África por nos proporcionar esta aventura inesquecível.

Tomei conhecimento, nessa viagem, de que a população de elefantes africanos está correndo um sério risco de extinção. Cerca de quatro elefantes são mortos por semana no Quênia por causa de seu marfim. Se a matança continuar neste ritmo, o espetáculo que presenciamos em breve poderá não existir. Mas todos nós podemos ajudar, divulgando informações para que pessoas de todos os cantos do mundo colaborem com a preservação dos elefantes e lutem contra o comércio ilegal de marfim. 

 
Encontro de 85 elefantes em Mara Naboisho (© Ana Zinger and ElephantVoices)

Colaboração: Haroldo Castro, Teca Franco, Cristina Mullins, Junia Machado e Petter Granli.