domingo, 27 de outubro de 2013

Lançamento do Global Sanctuary for Elephants (Santuário Global para Elefantes) - tendo a ElephantVoices como parceira fundadora.

Como muitos dos que nos apoiam já têm conhecimento, nos últimos dois anos a ElephantVoices tem trabalhado com membros de sua equipe no Brasil para promover e apoiar uma legislação progressista, que coloque um fim à antiquada prática de usar elefantes em espetáculos. Como estratégia conectada, exploramos o desenvolvimento de um santuário de elefantes no Brasil. Muitos elefantes em cativeiro no Brasil e em outros países da América do Sul precisam urgentemente de um bem-estar e uma qualidade de vida melhores. Para ajudar a colocar um fim em seu sofrimento, um santuário de elefantes no Brasil é urgentemente necessário.

Recentemente, Scott Blais, cofundador do The Elephant Sanctuary in Tennessee (Santuário de Elefantes no Tennessee) e sua parceira, Katherine Blais, estabeleceram uma nova entidade sem fins lucrativos, a Global Sanctuary for Elephants (GSfE) - Santuário Global para Elefantes, com suporte da ElephantVoices.

Dedicada ao desenvolvimento e suporte de santuários de elefantes com ambientes naturais, progressistas e holísticos, a GSfE irá conduzir o empolgante e, para os elefantes, importante, esforço no Brasil. Por diversas razões, o Brasil é um local bastante adequado para um santuário - clima, habitats que permitem alimentação natural e comportamento social, políticas potencialmente progressistas e nosso time já estabelecido de voluntários estusiastas são apenas alguns dos motivos.
Uma iniciativa de colaboração com objetivos ambiciosos
Com sua vasta experiência em elefantes cativos, Scott e Katherine irão liderar a iniciativa, trabalhando diretamente com a ElephantVoices Brasil, enquanto os diretores da ElephantVoices, Petter Granli e a Dra. Joyce Poole, continuarão a prover aconselhamento e consultoria em todos os principais desenvolvimentos. A ElephantVoices Brasil, com um time de voluntários liderados por Junia Machado, coordenará todas as atividades de campo, trabalhando com agentes do governo brasileiro, investigando novas oportunidades, incluindo exploração de possíveis propriedades para o desenvolvimento do santuário, e continuará a construir relacionamentos profissionais fundamentais, tão essenciais para mover o projeto adiante. Juntos, decidimos que o Santuário de Elefantes Brasil - Elephant Sanctuary Brazil (ESB) - será administrado com base em princípios estabelecidos anteriormente pela ElephantVoices e disponíveis em Santuário para Elefantes - Princípios Gerais (Sanctuary for Elephants - Overall Principles). 

A ElephantVoices se preocupa profundamente com o saúde e o bem-estar de longo termo dos elefantes. Estamos confidentes de que sob a direção de Scott e Katherine, o Santuário de Elefantes Brasil transformará o futuro dos elefantes na América do Sul, enquanto servirá como parâmetro internacional para o desenvolvimento de outras iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de santuários no mundo todo. Ver o ESB ativo e operante será como um sonho transformado em realidade.

Muito trabalho pela frente - o Brasil tem a mais alta prioridade



Como estamos agora no início de uma longa jornada, muitas etapas precisam ser desenvolvidas e fundos substanciais necessitam ser levantados para que o projeto dê frutos. O primeiro estágio de desenvolvimento é o trabalho conjunto em campo de Scott e Kat com a equipe da ElephantVoices no Brasil, para finalizar planos de desenvolvimento, e traçar a base do projeto do santuário. Uma vez no país, eles terão acesso a propriedades já identificadas para o potencial desenvolvimento, encontrar-se com agentes do governo e apoiadores, e pesquisar opções de construção que nos permitirão formalizar as necessidades financeiras de longo termo para formular a aquisição de terras e o orçamento de construção. 


Além dos recursos humanos, a ElephantVoices se comprometeu com a doação de U$ 10.000,00 do orçamento de U$ 30.000,00 necessários para custear esta primeira etapa, e já recebemos mais U$ 3.500,00 de organizações e grupos de bem estar animal. Agora, o time do projeto irá trabalhar para obter os remanescentes U$16.500,00 para acelerar a primeira etapa para ajudar os elefantes na América do Sul a andarem e viverem em um santuário.

Pedimos que você considere dar apoio ao Santuário de Elefantes Brasil (ESB) e/ou ao GSfE


Durante os últimos 20 anos, temos testemunhado o tremendo impacto de dois santuários de elefantes referência na América do Norte, The Elephant Sanctuary (TES) e Performing Animal Welfare Society (PAWS), que transformaram as vidas daqueles com sorte o suficiente para ir para o santuário. Você pode ser parte da transformação do sonho em realidade para elefantes em toda a América do Sul. Com o seu suporte ao Santuário de Elefantes Brasil, juntos poderemos assegurar que aqueles  elefantes que já serviram a uma sentença de vida de apresentações possam logo encontrar a paz, o espaço e a autonomia de que eles precisam e merecem. Pedimos a ajuda de todos aqueles (indivíduos, empresas e grupos e organizações de defesa animal) comprometidos a trabalhar por uma melhor qualidade de vida para os elefantes que ajudem a levantar os fundos necessários para mover essa etapa essencial adiante.

Você pode fazer uma doação on-line através dos seguintes links:
Global Sanctuary for Elephants
Crowdfunding campaign for Elephants Sanctuary Brazil
ElephantVoices. Se você doar para a ElephantVoices, assegure-se de designar seus fundos para o projeto, escolhendo “Elephant Sanctuary Brazil Project” no menu de opções.
A pobre Semba faleceu - precisamos avançar com o projeto AGORA 



Soubemos que Semba, uma já idosa elefanta de circo que passou a vida toda na estrada através da América do Sul, e que tínhamos esperança de que um dia pudesse encontrar a liberdade no Santuário de Elefantes Brasil, morreu, sem alarde. Não sabemos nenhum detalhe sobre a causa de sua morte, mas sabemos que sua vida não será esquecida conforme avançamos com grande urgência para assegurar que os outros elefantes em cativeiro ganhem a liberdade que lhe foi privada.

Sigam-nos no Facebook - ElephantVoices e ElephantVoices Brasil - para acompanhar as mais recentes notícias do desenvolvimento em direção a um futuro mais compassivo para os elefantes no Brasil e na América do Sul. 
Você encontrará mais informações em: 

Para perguntas, ou oferta de ajuda, por favor entre em contato com: 
nos Estados Unidos – Scott Blais 
no Brasil – Junia Machado













terça-feira, 17 de setembro de 2013

Massacre de elefantes na Costa do Marfim choca aldeões

Mãe e filhote de elefantes africanos da floresta (Loxodonta cyclotis) 
descansam em uma clareira da África central (Foto: © Melissa Groo)

Abidjan, Costa do Marfim, 17 de Setembro de 2013 – Inúmeros elefantes foram mortos por caçadores armados na Reserva Nacional de Mount Peko, na Costa do Marfim, de acordo com residentes locais.

Aldeões de Bagohouo afirmaram, na segunda-feira, que ficaram aturdidos ao ver tantos elefantes mortos por tiros e com as presas removidas. 

“Nos últimos dias, os caçadores aumentaram os ataques noturnos contra os elefantes. Já informamos as autoridades florestais sobre a presença de indivíduos armados na reserva,” disse Gaspart Guei, residente local.

“De uma população de muitos elefantes há alguns anos atrás, temos agora apenas três elefantes,” Benoit Yrou, outro aldeão, afirmou sobre a área onde está sua aldeia.

A Reserva Nacional de Mount Peko, que tem 34.000 hectares, é um dos maiores parques da Costa do Marfim.

O massacre dos elefantes ocorre logo após a grande estrela do futebol internacional do país, Yaya Toure, ter prometido fazer “tudo o que for possível” para lutar contra a caça ilegal de elefantes na África.

O jogador do Manchester City, time inglês, afirmou que a caça ilegal é uma das mais sérias ameaças à estabilidade política, à economia, à herança cultural e ao gerenciamento adequado dos recursos naturais de muitos países.

Apenas em 2011, segundo uma estimativa das Nações Unidas, mais de 17 mil elefantes foram mortos dentro de áreas protegidas.

Na Costa do Marfim, onde o número de elefantes caiu drasticamente, remanescem apenas 800 elefantes.

Especialistas alertaram sobre essa grave ameaça aos elefantes na Costa do Marfim, pedindo que sejam feitos mais esforços para proteger essa ameaçada espécie.

Link para o artigo original.

Junte-se à nossa campanha "Cada Presa Custa uma Vida" e a compartilhe massivamente. É preciso acabar com o comércio de marfim o mais urgente possível, no mundo todo!

Uma das ilustrações criadas pela artista Asher Jay para a campanha
Cada Presa Custa uma Vida (2013)

Tradução, revisão e edição: João Paiva, Teca Franco, Junia Machado.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Caçadores usam cianureto para matar 41 elefantes no Zimbábue

Fontes do governo afirmam que 116 elefantes foram mortos por envenenamento nos últimos oito meses e que esse número pode ser ainda maior

Caçadores misturaram cianureto a sal para matar silenciosamente elefantes no norte do Zimbábue

Por: Sipho Kings,  Mail & Guardian 

Publicado em 05 de Setembro de 2013



Jornais do Zimbábue noticiaram que caçadores mataram
41 elefantes com uma mistura de sal e cianureto (AFP).

O jornal Chronicle, do Zimbabwe, noticiou que a polícia desmantelou um cartel de seis caçadores ilegais que mataram e removeram as presas de 41 elefantes no Parque Nacional de Hwange.

Os caçadores misturaram cianureto a sal, que foi espalhado em volta de grandes lagoas visitadas pelos elefantes para beber água. Quando morreram, suas presas foram removidas e levadas para as casas dos criminosos.

Os caçadores foram pegos depois que guardas florestais ouviram tiros e foram até o local. Eles seguiram as pistas até uma casa que era usada como local para armazenamento do marfim. Um dos caçadores, então, foi persuadido pela polícia e pelos guardas florestais a telefonar para os outros membros da gangue e pedir que viessem à casa, onde foram presos.

A polícia recuperou 17 presas, no valor de R$ 273 mil.  

"O que eles estão fazendo é muito cruel, porque não termina com a morte dos elefantes. Os animais que se alimentarem dos elefantes mortos morrerão, e os que se alimentarem desses últimos, também (porque o cianureto permanece no sistema)", afirmou o inspetor chefe da polícia.

Aumento dramático

A caça ilegal no continente africano aumentou dramaticamente. Um relatório deste ano da convenção da CITES - Convention on International Trade in Endangered Species (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) -, "Elephants in the Dust – The African Elephant Crisis" (Elefantes na Poeira - A Crise dos Elefantes Africanos), afirma que pelo menos 25 mil elefantes foram mortos na África no ano passado. O comércio de marfim - que é ilegal - dobrou desde 2007, aponta o relatório.

Na Tanzania, 30 elefantes são mortos a cada dia para a retirada de suas presas, dizimando rapidamente a segunda população de elefantes da África. O governo prevê que, a essa taxa, 10 mil elefantes terão sido mortos no país até o final deste ano. 

O problema ainda não atingiu a África do Sul, mas é predominante nos países que fazem fronteira com o país. Julian Blanc, coordenados e analista de dados do Mike -  Monitoring the Illegal Killing of Elephants (Monitoramento da Matança Ilegal de Elefantes), afirma: "Enquanto que os níveis de caça ilegal no sul do continente africano não sejam tão elevados como em outras partes, eles estão crescendo continuamente."

A pesquisa ligou a pobreza à caça ilegal, e isso agora não é um problema menor na África do Sul, acrescentou ele. 

A caça de elefantes foi um problema no país nos anos 80, mas foi erradicada, e, desde então, as populações têm crescido constantemente. A SANParks - South African National Parks (Parques Nacionais Sul-Africanos) está, de qualquer modo, se planejando para um aumento da caça, com documentos de alerta sobre "a ameaça da caça ilegal de elefantes surgindo no horizonte". 


Menino Maasai e seu cachorro ao lado de um esqueleto de elefante
morto por caçadores perto de Arusha, na Tanzânia (AP). 

Leia mais: Total de elefantes envenenados nos últimos meses

Um total de 116 elefantes morreram como resultado de envenenamento das fontes de água por caçadores ilegais, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue, nos últimos oito meses, segundo informou à polícia Amos Gwema, uma autoridade da agência governamental de Parques e Gerenciamento da Vida Selvagem. Segundo ele, 97 desses casos estavam relacionados a três dos seis caçadores presos após o recente envenenamento de 41 elefantes na semana passada. 

“Desde Janeiro de 2013, 116 elefantes morreram por envenenamento na área de Mokona, e 97 desses casos estão ligados aos acusados de matar com cianureto esses 41 elefantes”, afirmou Gwema. 

“O Zimbábue é membro da CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção -, e o que está ocorrendo é uma ameaça à sobrevivência desses animais. Suspeitamos que o número de animais envenenados continue aumentando conforme as investigações prossigam”. 

Tradução, revisão e edição: João Paiva, Teca Franco, Junia Machado.




sábado, 7 de setembro de 2013

India estuda proibir totalmente do uso de animais em circos


Circense desliza sob um elefante, em apresentação
de circo em Siliguri, na India (Foto: AFP).

“Todo mundo gosta do circo, mas ninguém vê o que está acontecendo por trás da cena, o modo horrível como os animais são tratados e mantidos”, afirma S. Umarani, Secretário do Conselho de Bem-Estar Animal da India - Animal Welfare Board of India (AWB) -, órgão do governo, criado em 1962 pelo Ministério da Agricultura e transferido, em 1990, para o Ministério do Meio Ambiente e Florestas. 

“Temos que estabelecer a legislação correta para acabar com a crueldade. Por isso, o Conselho recomendou uma proibição total. Agora, o Ministério vai considerar e retornar”, disse Umarani. 

Já existe uma proibição em vigor na India para a apresentação de muitos animais selvagens e ameaçados de extinção, incluindo ursos, macacos, tigres, panteras e leões, mas essa mais recente proposta abrange todo e qualquer animal. 

Os elefantes ainda são usados amplamente nos circos indianos, a despeito de uma proibição que entrou em vigor em 2009, afirmam ativistas, que também denunciaram ter descoberto recentemente elefantes e cavalos acorrentados por longos períodos, cães alojados em gaiolas minúsculas e tratadores embriagados. 

Em julho, a Bélgica anunciou a aprovação de uma lei proibindo o uso de animais selvagens em circos, seguindo os passos de Holanda, Áustria, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Grécia, Chipre, Israel, Peru, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Costa Rica e Cingapura.

O governo britânico também planeja proibir o uso de animais selvagens em circos, a partir de 1 de Dezembro de 2015. Esse prazo é para que os donos de circo tenham tempo para adequar seu negócio e encontrar locais apropriados para destinar os animais, segundo David Heath, Ministro da Agricultura no Reino Unido. 

No Brasil, o Projeto de Lei 7.291, de 2006, aguarda votação no Plenário da Câmara dos Deputados. 

Link para a reportagem do The Raw History sobre a proibição na India.



Tradução, revisão e edição: João Paiva, Teca Franco, Junia Machado.







segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O retorno de mais de 90 elefantes à floresta marca o Dia Mundial do Elefante

Em 2006, a ElephantVoices teve o prazer de visitar a Elephant Reintroduction Foundation (Fundação de Reintrodução de Elefantes), na Tailândia, com objetivo de conhecer os esforços da fundação para reintroduzir na natureza elefantes que, antes, viviam em cativeiro. 

No ano passado, em 12 de Agosto, a fundação deu início ao Dia Mundial do Elefante, e lançou o documentário “Return to the Forest” (“Retorno à Floresta”), assinalando seu aniversário de dez anos. 

Mais de 90 elefantes estão de volta a seu modo de vida natural, longe de turistas e de trabalhos como carregar toras de madeira, fazer apresentações ou mendigar nas ruas. 

O documentário chama a atenção para a situação dos ameaçados elefantes asiáticos e seu vital papel nos ecossistemas, e nos convida a uma consideração sobre nosso papel em sua proteção e de seu habitat, através do mundo. 

Cumprimentamos nossos amigos da fundação por seu trabalho e por esse importante filme - e pedimos que você tome 30 minutos para asisti-lo neste Dia Mundial do Elefante. Os elefantes precisam de SUA atenção e suporte! 

Assista a "Retorno à Floresta", clicando neste link.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Hong Kong apreende marfim ilegal, chifres de rinoceronte e peles de leopardo no valor de R$12,2 milhões (US$5,3 milhões)


Foto: Associated Press
Oficiais da alfândega de Hong Kong apreenderam de um carregamento de marfim ilegal, chifres de rinoceronte e peles de leopardo valendo cerca de R$ 12,2 milhões (US$5,3 milhões), na segunda maior apreensão de produtos de espécies selvagens em um mês. 

O lote é também o mais recente de uma série de grandes apreensões de marfim durante o último ano, em Hong Kong.

Agindo com informações de oficiais da alfândega da China, autoridades de Hong Kong confiscaram cerca de 1.120 presas de marfim, 13 chifres de rinoceronte e cinco peles de leopardo, que pesaram um total de 2.266 quilos, segundo Vincent Wong, diretor da alfândega.  

Os itens foram encontrados na terça-feira, em 21 caixas escondidas em um contêiner cheio de madeira vindo na Nigéria, disse ele. Wong afirmou ainda que o carregamento mudou de navio em Xangai antes de chegar a Hong Kong, mas que não acredita que a antiga colônia britânica fosse o destino final. 

Ativistas da vida selvagem dizem que a crescente presença da China na África é a culpada pelo aumento sem precedentes da caça ilegal de elefantes para obtenção de suas presas, e acredita-se que a maior parte delas seja contrabandeada para a China e para a Tailândia, para ser transformada em enfeites de marfim. 

De acordo com a CITES, o organismo internacional que monitora as espécies ameaçadas, o comércio ilegal de marfim representa em tamanho, hoje, pelo menos o dobro do que em 2007.

O marfim pode alcançar R$ 4,6 mil (US$2 mil) por quilo no mercado negro e mais do que R$ 115 mil (US$50 mil) por uma presa inteira.

No mês passado, mais de duas toneladas de presas de elefantes valendo cerca de R$5,2 milhões (US$2,25 milhões) encontradas em um contêiner vindo do Togo foram confiscadas por oficiais da alfândega de Hong Kong, que afirmou que essa havia sido a maior apreensão desde 2010. Em janeiro, oficiais confiscaram um carregamento de marfim valendo R$3,2 milhões (US$1,4 milhão) vindo do Quênia, que se seguiu a duas outras grandes apreensões no final do ano anterior.

A demanda por chifres de rinoceronte é gerada pela crença, na Ásia, de que  curaria doenças, o que não é apoiado por evidências médicas. O chifre do rinoceronte é feito de queratina, proteína encontrada nas unhas dos humanos.

Ninguém foi preso.

Pelas leis de Hong Kong, qualquer culpado de comércio de produtos vindos de espécies ameaçadas enfrenta até dois anos de prisão e multa de até R$1,5 milhão (US$645 mil).

Link para o artigo original do The Washington Post.

Assista a vídeo da BBC sobre a apreensão de carregamento de duas
toneladas de presas de elefantes jovens em Hong Kong, em Julho de 2013.
Saiba mais sobre o comércio de marfim no Blog do Planeta, da Revista Época, e apoie nossa campanha contra o comércio de marfim - Cada Presa Custa uma Vida -, compartilhando ilustrações e informações com seus amigos.

Tradução, revisão e edição: João Paiva, Teca Franco, Junia Machado.



terça-feira, 30 de julho de 2013

Costa Rica se livra de seus zoos, favorecendo a consciência ambiental natural

A Costa Rica dá um grande passo com a decisão de transformar seus zoos em jardins botânicos e libertar seus animais. Esperamos que outros governos progressistas sigam seu exemplo.  

The Costa Rica News (TCRN)
Publicado em 28 de Julho de 2013 

Onça pintada (Panthera onca), o maior felino das américas, em seu recinto em zoo da Costa Rica (TCRN).

Depois de quase 95 anos, o governo da Costa Rica decidiu colocar um fim à exibição de animais enjaulados em zoos.

O Zoológico Simon Bolivar foi criado por decreto em 1919 e abriu no coração da capital em 1921. Desde então, gerações de famílias visitaram a Costa Rica e seu zoo para ver animais selvagens locais, como onças ameaçadas de extinção e outras espécies, como leões.

Depois de décadas de operação e visitação extensiva, o Ministério do Meio Ambiente e Energia (MINAE) afirmou que a Costa Rica tem observado uma mudança na consciência ambiental e que a ideia de zoológicos com animais em jaulas expirou. 

“O MINAE tem a responsabilidade de responder ao crescimento da consciência ambiental dos costarriquenhos, que não querem mais ver animais em jaulas. É uma velha ideia, que não combina mais com os costarriquenhos”, afirmou o Ministro do Meio Ambiente, Rene Castro.

Cerca de 400 animais de 71 espécies de pássaros, peixes, anfíbios, répteis e mamíferos que habitam o Zoo Simon Bolivar serão levados a centros de resgate em maio do próximo ano, e os nativos serão soltos na natureza.

O zoo, que é administrado há 20 anos pela Fundação Fundazoo, será transformado em um parque botânico, que também terá, como objetivos, pesquisas científicas e educação.

O governo também está trabalhando junto à comunidade para determinar o que será criado no local do Centro de Conservação de Santa Ana, outro zoo operado pela mesma fundação e que tem 52 hectares (será mantida sua classificação de Parque Natural Urbano).

A Costa Rica, reconhecida internacionalmente por suas políticas de conservação ambiental, é um país pequeno, de 4,5 milhões de habitantes e lar de mais de 5% da biodiversidade do planeta. Suas florestas cobrem 52,3% de seu território, do qual 30% permanecem protegidos na forma de Parques Nacionais e Reservas.


Link para o texto original. 

Leia também: "Mente e Movimento: Indo ao Econtro dos Interesses dos Elefantes", de Joyce Poole e Petter Granli, e entenda os motivos pelos quais os zoológicos são lamentavelmente inadequados para abrigar elefantes.

Tradução, revisão e edição: João Paiva, Teca Franco, Junia Machado.